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  • Precioso par de Belíssimas Moissanites /Moissanitas branco Extra de excepcional qualidade e clareza IF , belíssima lapidação diamante , totalizando 4.72 cts medidas 8.60 x 8.60 x 5.18 mm . Origem África . Perfeito estado de conservação , excelente investimento para monta uma joia de qualidade . Gema se tornou valiosa e muito conhecida devido a sua aparência próxima ao Diamante .
  • SWAROVSKI, ÁUSTRIA - ´´ÁGUA´´ - 1390/4999 - HUBERT WEIDINGER - Raríssima e espetacular obra dita cristalograma representando clássico elemento água, adornado por lindos cristais cravados á mão pela renomada grife austríaca Swarovski. Este belo exemplar é uma litografia offset fotográfica do desenho original e os espaços abertos são preenchidos com cristais Swarovski, é enquadrada em moldura de madeira preta pintada no C.I.E. à mão, assinada, datada e numerada pelo artista Hubert Weidinger: 1993, 1390/4999. Mede 30 x 30 cm. Impecável estado de conservação, item jamais visto no mercado sul americano, é uma verdadeira raridade. Foi adquirida na sede da grife, na Áustria. OBS: VALOR DE MERCADO R$ 8.000/10.000 REAIS. OBS: FORMA CONJUNTO COM OS LOTES Nº 88, 89, 355, 424, 638 E 760
  • ANTÔNIO PARREIRAS (NITERÓI, 1860-1937) - ´´RIO DE JANEIRO´´ - Autêntica e belíssima pintura finamente executada em técnica de óleo sobre antiga madeira nobre representando clássica cena carioca. Assinada no C.I.E. Mede 28 x 35 cm aproximadamente. Enquadrada em moldura da época de madeira nobre trabalhada medindo 31,5 x 39 cm. Bom estado de conservação. NOTA SOBRE O ARTISTA: Antônio Diogo da Silva Parreiras (Niterói, 20 de janeiro de 1860  Niterói, 17 de outubro de 1937) foi um pintor, desenhista, ilustrador, escritor e professor brasileiro.1Suas pinturas paisagistas podem ser consideradas como representação de paisagens e momentos, acontecimentos considerados sublimes.2 Parreiras abordava a natureza com olhos de artista, sentindo-a com a emoção que causa a quem pessoalmente presencia o que retrata.3 Tinha o desejo de interpretar a natureza quando esta ainda parecia ter sido intocada.Acredita-se que, para além de cumprir contratos  Parreiras tem obras espalhadas por importantíssimas edificações públicas , o pintor tenha imprimido em seus quadros sua visão sobre a história nacional.4 Hoje, suas obras históricas podem, em sua maioria, ser encontradas nos museus de arte e história do Brasil afora ou até mesmo na decoração de algumas das sedes de governo do país. Para São Paulo, foram duas as obras encomendadas: o Salão Nobre da Câmara Municipal e o Gabinete do Prefeito têm obras de Antônio Parreiras como objetos decorativos.5BiografiaAntônio Parreiras (autorretrato de 1913 ou 1915)Nascido em Niterói em um momento em que a produção intelectual no Brasil passava por fortes influências de debates europeus,6 em seus vários textos redigidos, deu força a um discurso heroico quando referia-se à classe média, de onde veio. No entanto, após a morte de seu pai, foi à falência. Foram várias as experiências sem sucesso até que, em 1883, matriculou-se na Academia Imperial.2 Ingressar no universo artístico aos 23 anos de idade era considerado tarde para a época. Mas o artista não titubeou em abandonar o posto de escriturário na Companhia Leopoldina, em Nova Friburgo,4 para fazer o que, desde a infância parecia ter sido direcionado pelo destino a fazer.1Em trechos de sua biografia, Antônio Parreiras seleciona muito bem as memórias que pretende contar a fim de construir uma lembrança ao leitor em que todas as suas vivências conspiram à elaboração de um futuro específico ao qual, por toda a vida, fora destinado. "Não parava em casa. Tinha horror aos livros e só me interessavam aqueles em que haviam gravuras"1 e "Eis aí que conheci o primeiro pintor e o primeiro poeta. Eis como em minha alma, pela primeira vez, penetrou um raio de luz... a primeira emoção de Arte. Foi vendo um pintar, ouvindo o outro ler poesias, que deparei com a estrada ainda não vislumbrada, porém que devia trilhar em toda a minha longa existência. Abençoados sejam!"1 são alguns exemplos.Ruptura com a AcademiaInsatisfeito, em 1884, deixou de fazer parte da Academia para pintar d'après nature na cidade de Niterói junto ao núcleo formado pela inspiração do pintor alemão Georg Grimm. Este, formado em Munique, chegou ao Brasil em 1874 e foi descrito por Parreiras em sua autobiografia como "extremamente bondoso para com os pequenos, altivo e arrogante, violento até para os grandes".1 Influenciado pelos ares alemães de Grimm, pintar paisagens ao livre, romper com as instituições da academia era uma opção de vida a Parreiras.4Quando não mais fazia parte da Academia, o pintor preferiu seguir por rumos alternativos e então passou a organizar exposições próprias,7 grande maioria delas acontecia dentro de sua própria casa, em Niterói.4 Acredita-se que a arte de vender suas próprias produções tenha sido mais uma das muitas influências da convivência com os ideais de Grimm. A venda de suas pinturas obedecia uma filosofia comunitarista, em que os ganhos de todos sustentavam a compra de mantimentos e materiais de trabalho para uso comum.81886 foi um ano em que uma de suas exposições próprias recebeu uma importante visita que seria fundamental para o reconhecimento de Antônio Parreiras como artista e, principalmente, pintor. Dom Pedro II não só visitou a exposição do paisagista niteroiense, mas também adquiriu duas obras do pintor.1 Como lamenta em sua autobiografia, esta não era uma época em que o pintor tinha dinheiro, muito menos fama. Entretanto, permanecia com ambição de ir à Europa dar continuidade a seus estudos. Foi então que, com base em acordos, conseguiu a venda de algumas de suas obras à Academia, em troca de que, quando retornasse ao Brasil, lecionasse algumas aulas sem a necessidade de receber salário.7 Já na França, Parreiras conseguiu montar seu próprio ateliê para divulgação de seu trabalho e, quando voltou, cumpriu o acordo e tornou-se professor de paisagem na Academia.Sertanejas, 1896. Óleo sobre tela. 273,00 cm x 472,00 cmPassou vários anos vividos entre Brasil e França, realizando exposições, executando encomendas oficiais para edifícios públicos e participando de salões de arte. Parreiras chegou a vender a tela "Sertanejas" para decorar o Palácio do Catete e, entre outros, também realizou painéis para ornar a sede do Supremo Tribunal Federal.4 Ganhando prêmios, Antônio Parreiras não só foi o segundo pintor brasileiro a expor no Salão de Paris e nomeado delegado da Sociedade Nacional de Belas-Artes,7 em 1911, mas também experimentou seus últimos anos de vida sendo reconhecido também no âmbito intelectual.9 Não só fez história e nome no mundo da pintura, mas também deixou sua marca no campo das letras. Pôde, então, experienciar diversos formatos de reconhecimento público.SucessoO sucesso de Parreiras é, para muitos, motivo de estudo e análise profunda. Principalmente por sua inserção no embrionário mercado de artes que se formava entre os século XIX e XX no Brasil.4 O pintor, por boa parte de sua vida, obteve sustento proveniente da venda de suas obras, num momento em que o mercado de arte ainda era instável e incipiente.10Ventania, Pinacoteca do Estado de São PauloEm 1927, Antônio Parreiras participou da inauguração de um busto em sua homenagem, esculpido em bronze pelo francês Marc Robert e exposto no Jardim Icaraí, atual praça Getúlio Vargas, em Icaraí, em Niterói.11Em sua carreira, pode-se dizer que Antônio Parreiras expressou o romantismo, ainda que de forma tardia, em "sua forma de procurar um lugar no mundo".2 Considerava-se ser um indivíduo autônomo, que manifestava um forte desejo de mudança social no âmbito hierárquico, o que o impedia de ascender e ter reconhecimento como sujeito artista e criador.Grande parte de sua vida adulta foi passada num período de nacionalismo exacerbado e grande exaltação patriótica, o que explica um discurso abrangente em tais elementos e uma repercussão dele projetada no âmbito artístico de Antônio Parreiras.9 Em um de seus vários discursos na Academia Fluminense de Letras, o pintor afirmava que o grande valor dado à arte europeia pela academia e pelos poucos críticos, dificultou o desenvolvimento de uma arte nacional. O paisagista afirma ainda que, no período que circunda a década de 1880, artistas eram socialmente mal vistos, pois no Brasil a profissão era vista como "fator de civilização",1 uma importante filosofia decorrida do iluminismo, que prega a ideia de que a arte poderia melhorar a humanidade, civilizando-a.Segundo ele próprio, ao longo de aproximadamente 55 anos, realizou mais de 850 pinturas,4 das quais 720 foram criadas em solo brasileiro, tendo feito 39 exposições no Rio de Janeiro e em vários outros estados do Brasil.1AutobiografiasA primeira biografia de Antônio Parreiras foi publicada no ano de 1926 e financiada por ele próprio.12No exemplar disponível no museu do pintor, pode-se verificar que a obra conta com encadernação cuidadosa, possui capa em papel firme azulado de efeito mármore, sem identificação qualquer sobre do que trata. De acordo com a editora fluminense Tipografia Dias, Vasconcelos e C., pela qual a biografia fora publicada, são 131 páginas de texto escrito, 21 ilustrações, uma fotografia da fachada de sua casa e uma fotografia de seu ateliê.12Pode-se afirmar que a grande maioria das críticas referentes ao livro foram positivas. A primeira delas aparece no Jornal do Brasil, no dia 27 de novembro de 1926. Esta não só recomenda a leitura da autobiografia de Antônio Parreiras por seu conteúdo, mas também pela forma como foi estilosamente escrita, com fluidez. Em outro texto crítico sobre a obra, Mario Sette, para o Diário de Pernambuco, destacou, entre outros aspectos, a percepção do autor como artista que, embora tenha viajado com frequência, manteve-se consciente de seu lugar de origem. "Não se tornou pedante, nem um derrotista. Ao contrário, aprendeu ainda mais a amar a sua pátria, reconhecendo-lhes os méritos em confronto com os alheios".13 Outros críticos optaram por traçar uma analogia entre o ato de pintar e o de escrever, enaltecendo as habilidades do artista em ambas as funções, principalmente em seu viés paisagista.A segunda edição de sua história contada por ele mesmo foi publicada em 1943, após o seu falecimento, e financiada pelo governador do estado do Rio de Janeiro, diferentemente do que propõe seu testamento, que os custos desta publicação fossem pagos pelo dinheiro arrecadado pela venda de suas medalhas de ouro e alguns quadros, caso houvesse necessidade.1Nela, o artista descreve algumas referências de exposições promovidas em sua homenagem, tal como a de comemoração pelos 50 anos de seu ingresso à Academia Imperial de Belas Artes, em Niterói. "Cerca de dez mil pessoas visitaram. Foi inaugurada por uma comissão eleita pela Sociedade Brasileira de Belas Artes que me fez a entrega de uma mensagem admiravelmente aquarelada pelo meu colega Armando Viana e assinada por diversos artistas".14 Parreiras conta também sobre a mudança do nome da rua Boa Viagem, onde chegou a morar com alguns colegas do grupo Grimm, para rua Antônio Parreiras, por sugestão dos membros do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga.Obras pictóricasJornada dos MártiresJornada dos Mártires: óleo sobre tela de 1928; 200  381 cmPartindo do princípio em que "toda imagem conta uma história",15 estudiosos veem, em "Jornada dos Mártires", de Antônio Parreiras, referência à história da Inconfidência Mineira. O episódio foi marcado por um levante contra a ordem colonial, ameaçando o poder e a autoridade da Coroa Portuguesa. Quando descobertos, os inconfidentes foram presos em Vila Rica, no ano de 1789, e de lá seguiram para a cidade do Rio de Janeiro, onde posteriormente seriam julgados. Durante este trajeto, os prisioneiros pernoitaram na fazenda Soledade, do coronel Manuel do Valle Amado.16 O momento retratado por Parreiras nesta obra é justamente o da partida dos inconfidentes desta fazenda, rumo à cidade do Rio de Janeiro.Apesar de o quadro não fazer nenhuma menção direta à Inconfidência Mineira, o tema dificilmente seria identificado apenas sob a observação da tela, sem mais informações.17 O que pode ser visto na obra não são os inconfidentes como heróis ou homens valentes e vencedores, Parreiras representa apenas o fim de um movimento sem sucesso, cujos integrantes estão prestes a pagar o preço de sua revolta com sua liberdade.18 Ao mesmo tempo, faz questão de ressaltar a firmeza, a coragem e a convicção dos "revoltosos". Ainda que não os pinte como heróis, transmite, através deles, uma lição de patriotismo e civismo.17Observando a obra sobre um viés crítico-artístico, apenas, é importante recordar que Antônio Parreiras é, principalmente, reconhecido por suas obras de paisagem, tendo sido aluno de George Grimm, pintor alemão que fez escola no Brasil dentro do gênero.19 Portanto, não nos causa espanto observar que a paisagem da obra ocupa cerca de dois terços do espaço utilizado para retratar parte do percurso dos inconfidentes mineiros.SertanejasSob um desejo constante de interpretar a natureza de forma a sentir a emoção que ela causa,3 a obra "Sertanejas" resgata o sentido roussoniano de que a natureza é mais bela do que a paisagem, por ser livre de qualquer intervenção do homem. A paisagem, segundo Shamma, "é a cultura antes de ser natureza; um construto da imaginação projetado sobre a mata, rocha, água".20 A obra retrata um túnel florestal primevo na Serra do Mar. Encerrado por um denso arvoredo, onde frestas de luz timidamente iluminam borboletas, que adejam sobre singelas flores tropicais que medram no chão úmido.2Fundação de NiteróiFundação de Niterói, 1909Na obra ''Fundação de Niterói'' de 1909, Parreiras tem como figura principal Arariboia e o trata com especial cuidado. O autor tem como característica marcante o cuidado na pesquisa daqueles que está pintando, quer dizer, evitando reproduzir estereótipos que, até então, eram tratados os indígenas, por exemplo como observadores inscientes e selvagens. Nesse contexto, a pintura figura em primeiro plano Arariboia e outras duas indígenas no espaço central, com seus corpos fortes e traços detalhados. Além disso, Arariboia está em pé e de braços cruzados com a cruz erguida em segundo plano, ou seja, em uma posição questionadora ao invés do estereótipo de simples observador.2122Paisagem do Campo do IpirangaPaisagem do Campo do Ipiranga.O quadro intitulado Paisagem do Campo do Ipiranga foi pintado em óleo sobre tela por Antônio Parreiras no ano de 1893. Com dimensões de um metro de altura por 1,48 metro de largura, retrata uma paisagem que contém o antigo Museu do Ipiranga ao fundo.Contrastando com o céu azul claro repleto de nuvens brancas esfumaçadas na diagonal, o quadro mostra, num primeiro plano, um grande campo de terra marrom-avermelhada, em partes, desmatado. Há uma cerca que divide o território e segue em linha reta, dando noção de profundidade à imagem. Ao fundo, onde a cerca parece chegar ao fim, se aproxima das imediações de um grande casarão branco posicionado ao lado esquerdo do quadro. Próximo a ele, as vegetações são mais altas e têm coloração verde-escura. É deste mesmo espaço do casarão branco que, ao lado direito da tela, um pequeno morro dá uma terceira dimensão à imagem. Neste pequeno morro, está o monumento de cor bege-clara, um pouco amarelada, antigamente denominado de Museu do Ipiranga.23Paisagem do Campo do Ipiranga é uma obra que foi executada na ocasião da primeira visita artística do pintor à cidade de São Paulo. Com ele, Parreiras teve a pretensão de ingressar na recém-inaugurada galeria de arte do Museu Paulista.4Museu Antônio ParreirasVer artigo principal: Museu Antônio ParreirasFachada do museu, em fotografia do início do século XX.O Museu Antônio Parreiras é a antiga residência do pintor. Trata-se de um casarão projetado por Ramos de Azevedo.24 Inaugurado no dia 21 de janeiro de 1942, hoje pode ser considerada uma das mais importantes edificações históricas e culturais do estado do Rio de Janeiro.Embora Antônio Parreiras nunca tenha deixado explícito o desejo de ter sua própria casa transformada em museu, estudiosos veem preocupação breve em constituir e consolidar algo que remeta à sua memória no seguinte trecho de seu testamento:121ao meu querido amigo e afilhado Athayde Parreiras deixo o encargo de fazer publicar a segunda edição do meu livro Histórias de um pintor contada por ele mesmo. Para pagar as despesas desta publicação serão vendidas as minhas medalhas de ouro e alguns quadros se ainda for necessário. Esses livros serão distribuídos em primeiro lugar por todas as bibliotecas, arquivos e institutos públicos, o que restar vendidos e o produto desta venda será entregue à Sociedade de Cegos de Niterói, da qual sou sócio.Críticas a AleijadinhoEm um de seus vários discursos na Academia Fluminense de Letras, Antônio Parreiras criticou a arte do escultor mineiro Aleijadinho.25 No início de seu discurso, publicado na revista da Academia, o pintor diz não aceitar o que é qualificado como "estilo colonial", por julgar impossível que, em um meio onde "predominavam a ignorância e as aspirações puramente materiais" dos tempos coloniais, "no meio de selvas", referindo-se à região de Minas Gerais, houvesse alguma preocupação de construção de um estilo arquitetônico.9Sob uma perspectiva determinista, o acadêmico Parreiras encarna profunda descrença na capacidade de transcendência da obra de Aleijadinho. Para ele, tal artista esteve preso demais às realidades de suas esculturas e, por tal motivo, não pôde transcendê-las, nem contextualizá-las no âmbito da divindade, quando se trata de criações de tema religiosos.9 Para o pintor, Aleijadinho fazia parte do grupo de artistas que não interpretava, mas simplesmente retratava tudo o que via na natureza. Antônio Parreiras nominou as obras do escultor mineiro de tentativas de reprodução da realidade como inúteis, pois lhe faltava técnica, estética e visão de arte; o que seria inato ao artista por viver em um meio que não favorecia o desenvolvimento de seu talento.26GaleriaA conquista do Amazonas, 1907A conquista do Amazonas, 1907 Fantasia, 1909Fantasia, 1909 Fim de romance, 1912Fim de romance, 1912 Agonia, 1915Agonia, 1915 Um colega (retrato do pintor Numa Camille Ayrinhac), 1918Um colega (retrato do pintor Numa Camille Ayrinhac), 1918Prêmios recebidosMedalha de Ouro (Exposição do Centenário da Independência, 1922)Medalha de Honra (Exposição do Centenário da Independência, 1922)Grande Medalha (Exposição do Centenário da Independência, 1922)Medalha de Ouro (Exposição Universal de Barcelona, Espanha, 1929)7Referências Antônio Parreiras. História de um pintor. Diário oficial; 1943. ÁLVAREZ, José Maurício Saldanha (2005). "NÃO ME FIZ ARTISTA PARA GANHAR DINHEIRO". SENTIMENTO, UMA IDÉIA DE NAÇÃO E IDENTIDADE EM ANTÔNIO PARREIRAS (PDF). Consultado em 3 de novembro de 2017 SALGUEIRO, Valéria (2000). Notas e críticas, discursos e contos: coletânea de textos de um pintor paisagista. Niterói: Eduff STUMPF, Lúcia Klück. A terceira margem do rio; Mercado e sujeitos na pintura de história de Antônio Parreiras. Universidade de São Paulo Instituto de Estudos Brasileiros Programa de Pós Graduação Cultura e Identidades Brasileirasligação inativa Um Palácio com Muitas Artes (PDF) COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia a republica. Momentos decisivos São Paulo: Brasiliense, s.d., 5a Ed. S.l.: s.n. Júnior, Antonio Gaspareto. A jornada de Parreiras: da pintura de paisagem aos mátires (PDF). Iberica; Revista interdisciplinar de estudos ibéricos e ibero-americanos LEVY, Carlos Maciel (1980). O Grupo Grimm. Rio de Janeiro: Pinakotheke Valéria Salgueiro e Lucas Travassos Telles. Entre a tradição acadêmica e o modernismo: a crítica de arte de Antônio Parreiras na Academia Fluminense de Letras (PDF). Consultado em 16 de novembro de 2017 DURAND, J.C (1988). Arte, privilégio, distinção. São Paulo: Perspectiva Homenagem na praça. Consultado em 7 de outubro de 2020 Fernandez Furloni, Mariana. UMA CASA TRANSFORMADA EM MUSEU, O caso do Museu Antônio Parreiras (PDF). Consultado em 3 de novembro de 2017 Diário de Pernambuco, 5.7.1931 Parreiras, Athayde (1943). História de um pintor. S.l.: Diário oficial. 144 páginas BURKE, Peter (2004). Testemunha Ocular: história e imagem. Bauru: s.n. JARDIM, Marcio (1989). A Inconfidência Mineira, uma síntese factual. Rio de Janeiro: s.n. SILVA, Paloma (2007). A Inconfidência Revisitada: Antônio Parreiras e a Jornada dos Mártires. Trabalho de conclusão da Especialização em História da Cultura e da Arte da Universidade Federal de Minas Gerais SALGUEIRO, Valéria (2002). A arte de construir a nação: pintura de história e a Primeira República. Revista Estudos Históricos LEVY, Carlos Roberto Maciel (1980). O Grupo Grimm, paisagismo brasileiro no século XIX. Rio de Janeiro: s.n. SCHAMA, Simon (1996). Paisagem e memória. São Paulo: Companhia das Letras. 70 páginas Stumpf, Lúcia Klück (2014). O indígena nas pinturas de Antônio Parreiras: uma leitura republicana (PDF). Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Consultado em 8 de junho de 2023 "O Arariboia de Parreiras". Cultura Niterói. 16 de agosto de 2021. Consultado em 8 de junho de 2023 Ferraz, Ana (13 de janeiro de 2016). A criação da paisagem. Carta Capital. Consultado em 16 de novembro de 2017 Museu Antônio Parreiras Reabre em 2016 Antônio Parreiras, O Aleijadinho  conferência lida na AFL, na solenidade de 30 de agosto de 1930  Revista da Academia Fluminense de Letras, Rio de Janeiro, Jornal do Commercio, 1951. Hippolyte Taine, On the production of the work of art, Joshua C. Taylor, op. cit., pp. 371-83
  • MURANO - Belíssimo e elegante vaso em vidro artístico de Murano, design exclusivo com linda tonalidade, rico feitio gomado com bolhas, pó de ouro e adornado por linda e rara Moriza. Perfeito estado de conservação. Mede 13,5 cm de altura x 9,5 cm de comprimento x 7,5 cm de largura.
  • MURANO - Lindíssimo e charmoso vaso em vidro artístico de Murano, design clássico com bela tonalidade, borda tiotada, feitio gomado riquíssimo em movimentos com bolhas e pó de ouro. Perfeito estado de conservação, Mede 14 cm de altura x 13,5 cm de largura da borda aproximadamente.
  • Belíssima e elegante trouxinha, executada em vidro artístico de Murano de excelente qualidade, feitio com bolhas, pó de ouro espalhado e charmosa borda, linda tonalidade verde esmeralda. Perfeito estado de conservação. Mede 15,5 cm de altura x 13,5 cm de largura da borda aproximadamente.
  • Elegante e belíssimo vaso executado finamente vidro artístico de murano de excepcional qualidade e manufatura, adornado por clássico trabalho gomado com bolhas e pó de ouro em linda tonalidade. Mede 16 cm de altura x 12 cm de diâmetro da borda. Perfeito estado de conservação, Itália, Século XX.
  • Belíssima e elegante trouxinha, executada em vidro artístico de Murano de excelente qualidade, feitio com bolhas, pó de ouro e charmosa borda, linda tonalidade. Perfeito estado de conservação. Mede 15,5 cm de altura x 12,5 cm de largura da borda aproximadamente.
  • MURANO - Magnífico, clássico e grandioso vaso em vidro artístico de Murano, design clássico de tonalidade vermelho Rubi, feitio gomado riquíssimo em movimentos com bolhas e pó de ouro. Perfeito estado de conservação, Mede 33,5 cm de altura x 28,5 cm de largura da borda aproximadamente.
  • INOS CORRADIN com certificado - ´´O BEIJO´´ - Linda e raríssima escultura em terracota patinada de excelente qualidade escultórica representando belo casal, elegantemente montada sobre base de madeira nobre trabalhada. Assinado Inos. Perfeito estado de conservação. Mede 29 cm de altura x 23 x 20,5 cm da base. Acompanha certificado de autenticidade emitido pelo artista e registrado em cartório. NOTA: Artista premiado e catalogado.1929 Nasce em 14 de novembro, em Vogogna, Piemonti, Itália.
  • MARCELLO GRASSMANN (SÃO SIMÃO-SP, 1925 - 2013, SP-Capital) - ´´PEIXES´´ - Autêntico, raríssimo e lindo desenho executado finamente em técnica mista sobre cartão representando belos peixes riquíssimos em movimentos. Uma das primeiras fases do artista, assinada no C.I.D. datada de 1958. Mede aprox. 33 x 49 cm. Enquadrada em elegante moldura de madeira com vidro para conservação medindo 54 x 70 cm. Bom estado de conservação. NOTA SOBRE O ARTISTA: Marcello Grassmann (São Simão, 23 de setembro de 1925  São Paulo, 21 de junho de 20131) foi um desenhista, artista plástico e gravador brasileiro.Radicado em São Paulo, estudou mecânica, entalhe e fundição na Escola Profissional Masculina do Brás. Ilustrador do "Suplemento Literário" do jornal "Diário de S. Paulo" no final dos anos 1940, atuou também no "O Estado de S. Paulo". 2Marcello, foi um dos desenhistas brasileiros mais premiados da história da arte moderna. Na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, entre 1939 e 1942 estudou fundição, mecânica e entalhe em madeira. Em 1943 passou a realizar xilogravuras. Entre 1947 e 1948 atuou como ilustrador do Suplemento Literário do Diário de São Paulo, e em 1948 no jornal O Estado de S. Paulo. Em 1949 mudou para o Rio de Janeiro, onde atuou como ilustrador do Jornal do Estado da Guanabara. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, os cursos de gravura em metal, com Henrique Carlos Bicalho Oswald (1918 - 1965)(filho de Carlos Oswald), e de litografia, com Poty (1924 - 1998). Em 1952 muda para Salvador, onde trabalhou com Mario Cravo Júnior (1923).2 Morreu em 21 de junho de 2013, aos 88 anos, de falência múltipla dos órgãos após ter sido internado com um quadro de pneumonia por dez dias no Hospital Samaritano em São Paulo.1 Foi cremado em cerimônia no Cemitério da Vila Alpina na zona leste da cidade. Recebeu em 1953 do Salão Nacional de Arte Moderna - SNAM o prêmio de viagem ao exterior, e viajou para Viena, para estudar na Academia de Artes Aplicadas. Passou a se dedicar principalmente ao desenho, litografia e gravura em metal. Em 1969 sua obra completa foi adquirida pelo Governo do estado de São Paulo, onde passou a fazer parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo - PESP. Em São Simão, no ano de 1978, por iniciativa da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo, a casa onde nasceu foi transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Marcelo Grassmann foi bolsista da Fundação Vitae, em São Paulo entre 1991 e 1992.
  • Belíssimo e clássico vaso em vidro artístico de Murano design dito Napoleão de linda tonalidade, feitio com bolhas, pó de ouro espalhado e linda borda. Itália século XX. Perfeito estado de conservação. Mede 14 cm de altura x 14 cm de comprimento x 11 cm de largura.
  • Belíssimo e clássico vaso em vidro artístico de Murano design dito Napoleão de linda tonalidade, feitio com bolhas, pó de ouro e linda borda. Itália século XX. Perfeito estado de conservação. Mede 14 cm de altura x 13,5 cm de comprimento x 10 cm de largura.
  • Elegante e belíssimo centro de mesa executado finamente em vidro artístico de murano de excepcional qualidade, adornado por rico trabalho em relevo com bolhas e pó de ouro, elegante borda tiotada em linda tonalidade. Mede 13 cm de altura x 21 cm de diâmetro aproximadamente. Impecável estado de conservação.
  • BRASIL IMPÉRIO, 1866 - RARÍSSIMA E LENDÁRIA CARTA PATENTE IMPERIAL SELADA (ARMAS DO IMPÉRIO) E AUTENTICADA. ASSINADA POR DOM PEDRO II E JOSÉ TOMÁS NABUCO DE ARAÚJO FILHO. DITA: ´´CARTA PELA QUAL VOSSA MAGESTADE IMPERIAL HA POR BEM NOMEAR O CAPITÃO FRANCISCO MATHIAS DE CARVALHO PARA TENENTE CORONEL CHEFE DO ESTADO MAIOR DO COMANDO SUPERIOR DA GUARDA NACIONAL DOS MUNICÍPIOS DE SÃO FRANCISCO E PORTO BELLO DA PROVÍNCIA DE SANTA CATHARINA COMO ACIMA SE DECLARA´´. <<<<< PARTE DE BAIXO<<<<<<<>>>>>>>>>>>>  NA PARTE DE CIMA: ´´DOM PEDRO POR GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS, IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DEFENSOR PERPÉTUO DO BRASIL, FAÇO SABER AOS QUE ESTA MINHA CARTA PATENTE NOMEAR AO  CAPITÃO FRANCISCO MATHIAS DE CARVALHO PARA TENENTE CORONEL CHEFE DO ESTADO MAIOR DO COMANDO SUPERIOR DA GUARDA NACIONAL DOS MUNICÍPIOS DE SÃO FRANCISCO E PORTO BELLO DA PROVÍNCIA DE SANTA CATHARINA, E COMO TAL GOZARÁ DE TODAS AS HONRAS, PRIVILÉGIOS, LIBERDADES, ISENÇÕES E FRANQUEZAS QUE DIREITAMENTE LHE PERTENCEM, PELO QUE MANDO Á AUTORIDADE COMPETENTE QUE LHE DE POSSE DEPOIS DE PRESTAR O DEVIDO JURAMENTO E O DEIXER SERVIR E XERCER O DITO, POSTO, AOS OFFICIAIS QUE O TENHÃO E RECONHEÇÃO POR TAL, HONREM E O ESTIMEM A TODOS OS SEUS UNILATERAIS QUE LHE OBEDEÇÃO E GUARDEM SUAS ORDENS NO QUE TOCAR AO SERVIÇO NACIONAL E IMPERIAL TÃO FIELMENTE COMO DEVEM E SÃO OBRIGADOS. EM FIRMEZA DO QUE LHE MANDEI PASSAR A PRESENTE CARTA POR MIM ASSINADA QUE SE CUMPRIRÁ COMO NELLA SE CONTEM DEPOIS DE SELLADA COM O SELLO GRANDE DAS ARMAS DO IMPÉRIO. ___________________________________________________________________________________________________ DADA NO PALACIO DO RIO DE JANEIRO EM QUINZE DE MARÇO DE MIL OITOCENTOS E SESSENTA S SEIS, QUADRAGÉSIMO QUINTO DA INDEPENDENCIA E DO IMPERIO. ASSINATURA DE DOMPEDRO II - ASSINATURA DE JOSÉ TOMÁS NABUCO DE ARAÚJO FILHO. -SELO DE ARMAS DO IMPÉRIO>>>>>>>>>>>>>>>>> NO VERSO ASSINADO POR AUTORIDADES DE AUTENTICIDADE DA ÉPOCA: ANTONIO JOÃO VIEIRA E BELARMINO FERREIRA DA SILVA. EM BOM RARO (BOM) ESTADO DE CONSERVAÇÃO. MEDE APROXIMADAMENTE 40 X 52 CM. ENQUADRADO EM MOLDURA DE MADEIRA COM VIDRO PARA CONSERVAÇÃO DO DOCUMENTO MEDINDO 62 X 74 CM. OPORTUNIDADE ÚNICA!
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  • VICTOR BRECHERET - ´´ESTUDO´´ - Raríssimo e delicado desenho executado finamente em grafite sobre fino papel representando expressiva figura masculina. Assinada no C.I.D. Mede 32  x 44 cm. Bom estado de conservação. NOTA SOBRE O ARTISTA: Victor Brecheret, nascido Vittorio Breheret (Farnese, 15 de dezembro de 1894  São Paulo, 17 de dezembro de 1955),1 foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais importantes do Brasil. Foi o responsável pela introdução do modernismo na cultura e escultura brasileira.23 Apesar de ser um dos principais artistas da vanguarda, Brecheret nunca abandonou sua formação artística clássica, ligada à arte greco-romana e renascentista.4Filho de Augusto Breheret e Paolina Nanni (vide assento de nascimento mais abaixo),5 esta última falecida quando o pequeno Vittorio tinha apenas seis anos de idade. Foi abrigado pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para o Brasil aos dez anos de idade.No Brasil, Vittorio tornou-se "Victor Brecheret" e já com mais de trinta anos de idade recorreu à Justiça para inscrever seu registro de nascimento tardiamente no Registro Civil do Jardim América (bairro de São Paulo). Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira, embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de "regularização" era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade do século XX no Brasil.6Victor era um homem tímido, usualmente quieto. Vivia mais isolado13 e era muito concentrado, fazendo com que passasse muito tempo produzindo.3 Em sua vida desenvolveu diferentes pesquisas artísticas, inserindo-se em diferentes cenários culturais no Brasil e na Europa.1BiografiaPrimeiros anosVittorio Breheret nasceu em 1894 em Farnese, uma pequena cidade próxima a Roma. A Itália, na época, ainda tinha vestígios do Risorgimento, com as disputas entre os nacionalistas favoráveis a unificação política do país e o papado.7 O pai de Vittorio, Augusto Breheret (c.1847-1918) tinha ascendência paterna francesa1 e era proprietário de terras e vinhedos provenientes de doação papal, enquanto sua mãe, Paolina Nanni (c.1868-1900), vinha de uma família de pequenos agricultores e criadores de gado. O casal teve oito filhos, mas seis deles morreram ainda na infância. Vittorio e Ersilia Breheret (nascida em 1897) foram os únicos a chegar à vida adulta.17Ainda na infância, antes do escultor completar seis anos de idade, os irmãos ficaram órfãos de mãe. Passaram a ser criados pela tia materna, Antonia Nanni Salini, e com ela foram para o Brasil, desembarcando em 1904.2 A família se estabeleceu nas proximidades do Largo do Arouche, em uma casa na rua Jaguaribe.1 A cidade tinha grande número de imigrantes italianos e o garoto, de apenas 9 anos, acabou adotando São Paulo como sua terra natal.2Como de costume nas famílias italianas, Vittorio começou a trabalhar ainda criança, como vendedor em uma loja de calçados. O garoto não parecia se interessar em estudos, mas passava horas brincando com barro e modelando figuras. Sua tia sempre o estimulou, entendendo que sua brincadeira já demonstrava seu interesse pelas artes.1 Com isso, em 1912, Vittorio iniciou seus estudos na área. Sem parar de trabalhar, tornou-se aluno do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo,3 onde aprendeu o básico de letras e aritmética1 e frequentou as aulas de desenho, modelagem, entalhe em madeira8 e escultura seguindo a ideia do instituto de preparar os jovens para o exercício do ofício.1 Foi lá que Vittorio começou a modificar seu sobrenome, inicialmente Breheret, mas alterado nas matrículas para Brecheretti e, posteriormente, Brecheret.2Arte pelo mundoCarregadora de Perfume, no Parque da Luz.Por incentivo dos professores do Liceu, voltou à Itália em 1913 para estudar escultura em Roma. A cidade, por seu passado ligado à Antiguidade Clássica, ao Renascimento e ao Barroco, era polo da escultura européia.1 Sem formação na área, Victor não pode entrar na escola de Belas Artes, e acabou dividindo atelier com outro artista. Em 1914, por apoio da Maçonaria, tornou-se aprendiz do escultor Arturo Dazzi, um dos artistas de maior prestígio da região que trabalhava constantemente para o rei Vittorio Emmanuelle III.12 Com Dazzi, Brecheret teve uma formação técnica atrelada à tradição clássica da escultura de Michelangelo e o naturalismo de Auguste Rodin. Nos estudos de anatomia, porém, Victor discordava do mestre, que se aprofundava na técnica dissecando humanos e animais. As experiências traumáticas com dissecação tornaram o jovem um grande opositor da violência e do derramamento de sangue. O artista afastou do mestre, abrindo seu primeiro ateliê (na via Flaminia, 22 - Roma) aos 22 anos2 e posteriormente passou a mentir sua nacionalidade, dizendo-se sul-americano e refugiando-se em sua cidade natal para evitar a convocação para o front da Primeira Guerra Mundial.1Em 1919 regressa ao Brasil.3 Na época, Ramos de Azevedo era diretor do Liceu de Artes e Ofícios. Amigos dos tempos em que Victor estudou na instituição,1 reencontram-se e Azevedo consegue um atelier para o escultor no Palácio das Indústrias. Sem contato com os artistas brasileiros, se fecha em seu trabalho, tendo um ano de enorme produção e sendo descoberto pelos críticos e pelos artistas modernistas, que viam sua arte como algo novo, antiacadêmico e diferente do que era usualmente produzido na cena paulista.2 Brecheret foi convertido em estandarte do movimento modernista brasileiro2 e criou relação com Emiliano Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia, com quem participou da introdução do pensamento vanguardista no Brasil.8Em 27 de julho de 1920 expôs a maquete do Monumento às Bandeiras na Casa Byington e, juntamente com outros artistas, em uma exposição em Santos.3 A obra, que viria ser seu magnum opus anos depois, foi primeira pensada para o espaço público elaborada pelo artista.9 Produzida para concorrer como novo memorial da independência, foi negada, gerando alvoroço por parte dos modernistas. Porém, Washington Luís, governador de São Paulo na época, enviou a maquete para o acervo da Pinacoteca do Estado.2 A decisão foi vista por parte do grupo de artistas como uma vitória, já que a obra  tida como antiacadêmica e modernista  passava a ficar exposta no local símbolo do academicismo.1 Foi também neste momento que o crítico Monteiro Lobato tornou-se grande admirador do escultor, escrevendo o artigo As quatro asneiras de Brecheret, que com ironia e um humor ácido, criticava as obras e a falta de reconhecimento do artista na cena paulista.2Fauno, no Parque Trianon.Victor percebeu que para aprimorar sua arte era preciso sair do país. Apesar de não ter condições financeiras para ir ao exterior, tinha admiradores da elite intelectual e política, que fizeram com que seus interesses chegassem ao senador José de Freitas Valle, patrono do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, que lhe proporcionou uma bolsa de estudo de 5 anos em Paris. Em 1921, chegou à cidade a bordo do navio Almanzora.2 Ao chegar na cidade, porém, Victor sentiu-se inadequado, pelo inevitável choque do novo. A cidade francesa reunia artistas de todo mundo, agregando os princípios de diversas vanguardas, diferente da arte de Brecheret e daquilo que ele tinha visto na Itália e no Brasil.3 Brecheret decidiu que faria daqueles cinco anos, um tempo de estudo intenso1 e foi nesse momento que começou a manifestar o desânimo com sua bolsa de estudos, que parecia insuficiente para que ele realizasse tudo que desejava.3O artista se estabeleceu em um atelier próximo ao cemitério de Montparnasse  que já era considerado um bairro de artistas , afastado do movimento e da boemia. O espaço não contava com luz elétrica, aquecimento ou água-corrente; era um cômodo de pé direito alto, cheio de suas esculturas e sem nenhum conforto.3 Lá, Victor isolou-se mais uma vez. Porém, logo buscou se inserir na Escola de Paris, imergindo na cultura cosmopolita1 e produzindo uma obra para expor ainda nos primeiros dois meses. Sua participação foi noticiada pelo Correio Paulistano e a obra, aclamada no Brasil. Entretanto, o artista seguiu insatisfeito, pois não havia recebido nenhuma critica parisiense ao trabalho. Suas obras diferiam daquilo que era feito em na cidade e a inadequação fez com que Brecheret ficasse quase um ano sem produzir. Em 1922, assimila o modernismo, voltando a produzir e expor. No mesmo ano, participou a distância da Semana de Arte Moderna,3 tendo doze esculturas expostas8 no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.38 A partir deste momento, manteve paralelamente as carreiras no Brasil e na Europa, participando de diversas mostras artísticas.Foi no começo de sua estadia na França, que conheceu Simone Bordat, jovem que se tornou incentivadora e companheira do artista. Brecheret costumava fazer compras na padaria da qual os pais de Simone eram donos e foi ali que começaram a conversar, trocando algumas palavras em francês e conhecendo pouco um do outro. O escultor ia diariamente fazer compras e quando se ausentou por alguns dias, Simone foi atrás dele, encontrando-o com pneumonia em seu atelier. A jovem cuidou do escultor e aquele foi o início da relação que duraria quinze anos  tempo de estadia de Victor na França. Passou a estar presente em todos os momentos e os amigos do artista se referiam a ela, em suas cartas, como a "noiva de Brecheret".13Graças, na Galeria Prestes Maia.O artista demorou a se adaptar à Paris. Com as temperaturas muito baixas teve dificuldades com as obras  chegando a perder uma, que deixara descoberta a noite, encontrando-a rachada e prestes a quebrar na manhã seguinte. Além de sentir-se muito só na cidade e não se acostumar com o ritmo  inclusive escrevendo a Mário de Andrade que "este turbilhão de Paris só serve para nos embrutecer", revelando também ao amigo a importância das cartas trocadas com os colegas artistas brasileiros.3 Em 1923, com a chegada de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade em Paris, seu ciclo de amizades em Paris expandiu, sendo também apresentado a Blaise Cendrars e os cubistas André Lhote e Léger.1Nesses cinco anos com a bolsa do Pensionato Artístico, Brecheret esteve em diferentes ateliers mas nunca tirou o foco de seu estudo sobre escultura. Viveu uma vida modesta e dedicou-se totalmente ao trabalho, distanciando-se do movimento boêmio parisiense, frequentado por alguns de seus amigos brasileiros (Tarsila, Oswald, Antonio Gomide e Vicente do Rego Monteiro). Taciturno, Brecheret preferia caminhar sozinho pela cidade, indo a museus e visitando igrejas. Porém, fazia também algumas viagens curtas pela Europa, muitas das vezes com os amigos italianos, dos tempos que estudou em Roma.1Houve o fim da bolsa do Pensionato Artístico (1926) e o escultor retornou ao Brasil, participando de algumas mostras de arte. Sua tia, Antonia Nanni Salinni, havia falecido em 1924, e Victor adquiriu uma parte do terreno de seu tio (Rua Oscar Freire, 1546), onde estabeleceu seu novo atelier. O escultor fez uma obra em granito, Pietà, em homenagem à tia, e a vendeu para a Família Salini, que a colocou em seu jazigo no Cemitério da Consolação. Em 1927 conseguiu extensão de sua bolsa do Pensionato Artístico e retornou a Paris, mantendo então as carreiras brasileira e europeia paralelamente.1Em 1930, com a quebra da Bolsa de Valores americana, houve um impacto negativo mundial. A situação na França fica difícil para os artistas estrangeiros pela crise xenofóbica na Europa e a diminuição da liberdade de expressão  fazendo com que apenas o movimento futurista italiano, aliado ao fascismo, permanecesse produzindo sem grande rejeição.1 Brecheret voltou ao Brasil em 1932,1 quando fundou a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) com outros artistas.13 No ano seguinte retornou à França, vivendo uma nova fase artística ao se aproximar do abstrato. Em 1934, retornou ao Brasil para expor algumas obras no Palace Hotel do Rio de Janeiro e em São Paulo no ano seguinte. Nesta ocasião foi convidado a realizar o Monumento às Bandeiras.1Monumento às Bandeiras, na entrada do Parque Ibirapuera, em São Paulo.O retorno definitivoMonumento a Duque de Caxias, de Victor BrecheretSeus amigos Menotti del Picchia e Cassiano Ricardo eram assessores do governador de São Paulo da época (Armando Salles de Oliveira) e haviam apresentado a maquete do monumento ao político, que decidiu então realizar a obra e contratar o artista para a construção da mesma. Em 1936, Brecheret começou a reformular a obra, que além de um retrato histórico dos bandeirantes, seria um símbolo da punjança paulista. Em 1937 passou a se dedicar à peça, trabalhando em seu atelier no Ibirapuera. A obra só foi concluída em 1953, tendo sua inauguração em 25 de janeiro.1Victor voltou à França ainda em 1936 para desativar o atelier de Paris e se despedir da companheira Simone, que foi contra a decisão de voltar ao Brasil  pois ele já era famoso e tinha carreira estabelecida na Europa  e se recusou a acompanhá-lo. Para a execução da obra, Brecheret estabeleceu-se no Brasil definitivamente. No país, inseriu-se novamente no ciclo de artistas locais, o que julgava de extrema importância.1Em 1939 casou-se com Jurandy Helena Brecheret, cuja imagem o artista eternizou em retratos e figuras monumentais. Com ela teve três filhos: a primeira, Alda (1940) faleceu antes de completar um ano; Victor (1942) e Sandra (1945) atingiram a vida adulta.Em 1941, Brecheret participou do Concurso Internacional de Maquetes para o Monumento Duque de Caxias, do qual saiu vencedor.4 Tinha então dois monumentos para construir, mas os limites financeiros e alguns obstáculos burocráticos dificultaram o momento que lhe trazia tanto entusiasmo. Com a Segunda Gerra Mundial, não pode trazer inovações ao monumento equestre e militar. A obra foi construída a partir de elementos clássicos e de um academicismo tradicional, mas apesar da tentativa de lembrar as esculturas renascentistas, a peça não traz vitalidade, tem problemáticas com os volumes e não é uma das boas realizações do artista. Brecheret, porém, faleceu antes de ver o monumento finalizado.1Apesar de Brecheret não ser um homem muito religioso, sua introversão lhe dava um temperamento místico que transparecia em suas obras, principalmente a partir da segunda metade dos anos 40, quando passou a ter uma vasta produção religiosa e passou a pesquisar as artes e costumes dos indígenas brasileiros.1Brecheret produziu até seus últimos dias de vida  sendo o pequeno gesso São Paulo, último modelado, datado de sete de dezembro de 1955. O artista faleceu em 17 de dezembro de 1955, em São Paulo.1 Voltando do cinema, ao estacionar o carro, teve uma parada cardíaca.10ObraFigura feminina (1951), de Victor BrecheretAo longo de sua vida, Victor Brecheret passou por diferentes fases artísticas. Começando com a clássica figuração, se encaminhou para a abstração  a partir de processos de simplificação e transfiguração  e posteriormente a uma imagética da cultura indígena brasileira.3 Sua base artística foi construída entre Europa e Brasil, bem como sua carreira de escultor.12Primeiros passos na arteQuando estudante do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Brecheret fez sua primeira obra, Pietà, esculpida em madeira e com referências a obra homônima de Michelangelo. O tema religioso passaria a ser uma constante em seus trabalhos.Por volta de 1913, quando Brecheret foi a Roma, a Itália vivia um momento de resgate e reinvenção da arte nacional, com uma visão épica herdada do Risorgimento.1 Com isso, o escultor estudou os monumentos, relevos, afrescos e ruínas greco-romanas e foi a Florença ver as obras renascentistas.2 Suas obras passaram a seguir tais bases clássicas italianas  gregos e renascentistas , o naturalismo de Auguste Rodin e a linguagem heróica e o imaginário épico do artista croata Ivan Metrovi,2 além de agregar algumas referências do naturalismo de Aristide Maillol e o romantismo de Antoine Bourdelle  estudados por Victor quando aprendiz de Arturo Dazzi.3Mestrovic seria uma influência marcada em grande parte de seus trabalhos. O artista croata tinha obras grandiosas e nacionalistas que abordavam mitos, heróis e símbolos, que criaram o gosto de Brecheret pela monumentalidade, dramaticidade e intenção alegórica das esculturas. Nessa fase, o artista esculpe majoritariamente em gesso.1Em 1916, ainda na Itália, Brecheret participou de sua primeira exposição, a dos Amatori e Cultori, com a escultura Despertar.3 A obra foi noticiada no Brasil e na Itália e ele passou a ser reconhecido como um grande artista.123 Com as obras Eva, Um estudo para a esfige e Medalha Comemorativa do Centenário da Independência destaca-se na Mostra Degli Stranieri alla Casina del Pincio, na qual expôs com outros artistas estrangeiros antes de retornar ao Brasil (1919).1EvaEva (1920), de Victor Brecheret.Criada em 1919 em gesso, a obra foi exposta na Mostra Degli Stranieri alla Casina del Pincio. No ano seguinte foi passada para o mármore. Retomando a temática religiosa, presente em Brecheret desde sua primeira obra no Liceu de Artes e Ofícios, a escultura retrata a mãe da humanidade. A figura feminina não é retratada na juventude, mas no corpo de uma mulher madura. A expressão e os músculos tensos se contrapõe às delicadas e trabalhadas tranças  remetendo aos trabalhos de Antoine Bourdelle  e o alisamento da pele da personagem. O corpo foi esculpido torcido, com volumes em direções opostas, dando destaque ao conhecimento anatômico do artista ítalo-brasileiro. As influências de Mestrovic na arte de Brecheret também podem ser percebidas, pela dramaticidade provocada pela torção e tensão exagerada dos músculos de Eva.1 A obra já esteve exposta no Anhangabaú e no Parque do Ibirapuera, mas desde 1982, encontra-se no Centro Cultural São Paulo, na entrada do Piso Caio Graco.11Movimento Modernista no BrasilMusa Impassível (1921), de Victor BrecheretAo voltar para o Brasil, em 1919, Victor se isolou e tem um tempo de grande produção. Até que os modernistas o descobriram e se entusiasmaram com sua arte. Suas obras causaram impacto pela dramaticidade das figuras, tensas e violentamente deformadas em nome de um caráter épico; além de conterem algumas características primitivas. A musculatura das esculturas, como Eva, traziam volumes orientados em diferentes sentidos, criando jogos de luz e sombra em meio às torções e alongamentos de partes dos corpos criados. Neste momento, o artista assumiu, junto com Anita Malfatti, um papel heroico para o Modernismo, tornando-se um dos estandartes do movimento.1Brecheret gerou movimento em outras áreas da vanguarda artística, inspirando Mário de Andrade a escrever Pauliceia Desvairada, traduzindo para escultura as poesias de Guilherme Almeida e a máscara de Menotti del Picchia  referente ao livro de poemas Máscaras do modernista. O escultor marcou a sensibilidade artística de seus colegas de vanguarda, ao mesmo tempo que eles influenciaram a arte de Brecheret com um cunho nativista.1Musa ImpassívelAinda nessa época, o governo de Washington Luís encomendou a Musa Impassível, escultura para ser o mausoléu da poetisa parnasiana Francisca Júlia. A obra, feita em mármore, é uma figura feminina poderosa. O rosto é sereno e clássico, sem as tensões comuns aos de outras esculturas de Brecheret. O corpo ereto, traz seios desnudos e realistas, que contrastam com a estilização das vestes. Para Menotti del Picchia, a obra era uma produção triunfal de Brecheret, digna da poetisa. Inicialmente esculpida para ficar no Cemitério do Araçá, a peça hoje se encontra na Pinacoteca de São Paulo.1Intercâmbio cultural França-BrasilCom artistas de todo mundo, a cena artística de Paris cruzava princípios das diversas vanguardas que haviam surgido antes e depois da Primeira Guerra Mundial, tornando-se um ambiente de experimentalismo.3 Os jovens não se prendiam a nenhum movimento artístico específico, mas aproveitavam a liberdade que a Escola de Paris oferecia, longe das pressões acadêmicas e políticas de seus países.1 Brecheret, em sua estadia estudou os princípios de grandes artistas europeus da época,3 como Henry Moore, Constantin Brancusi, Antoine Bourdelle8  artista que havia estudado em Roma, de quem admirava a simplicidade e cujo atelier frequentava em Paris1  e Aristide Maillol8  cujo atelier também frequentou.1Com o tempo, Brecheret foi deixado a tensão trágica dos corpos de suas esculturas e as expressões românticas, ferozes mórbidas. A síntese formal  que era uma tendência contemporânea  aparece em sua nova fase, aproximando seus trabalhos do que era produzido em Montparnasse, assimilando os princípios de outras vanguardas.3 Um marco para essa mudança é sua viagem para Haute-Savoie, na fronteira suíça, onde passa três meses, meditando, cuidando de si e obcecando-se pelas formas simples e puras. Com o auge do cubismo na Escola de Paris, também agregou os volumes geométricos às suas obras, iniciando uma busca pessoal por grande simplicidade e novas formulações estéticas em seus trabalhos. A reformulação de sua arte se estende para referências dos tipos arcaicos das artes grega, egípcia, chinesa e khmer  componentes da Art Déco  e a relação de suas esculturas com a luz é potencializada  tendo as relações luminosas pensadas para modelar e criar contornos de luz e sombra nas obras, principalmente nas feitas em mármore e bronze.1Morando em Paris, mas participando de um modernismo pulsante no Brasil, o artista desenvolveu paralelamente as carreiras brasileira e européia, participando de diversas mostras de arte.3 Dentre as obras concebidas no período parisiense, estão trabalhados como Bailarina.12131923: Salon d'Automne, em Paris, premiado pela escultura Mise au tombeau (O sepultamento)31924: expõe a obra Porteuse au Parfum (Portadora de Perfumes) no Salon d'Automne.31925: expõe Danseuse (Dançarina) no Salon d'Automne e participa da mostra no Salon de la Société des Artistes Français, recebendo menção honrosa.31926: primeira exposição individual em São Paulo  novas mostras individuais aconteceram em 1930, 1934, 1935, 1948 e 1953.1929: expôs no Salon des Indépendents.3SepultamentoSepultamento (1923), de Victor BrecheretEsculpida na França, em 1923, a obra foi exposta e premiada no Salon d'Autonome em Paris. Posteriormente, a escultura de granito14 foi vendida à família Guedes Penteado e hoje está no Cemitério da Consolação ornando o túmulo de Olívia Guedes Penteado15  admiradora declarada de Brecheret,4 mecenas de modernistas1 e cujo salão foi o primeiro a receber obras desses artistas.4Mise au tombeau (nome francês da obra) retrata pietà, cena clássica bíblica e muito retratada pela arte italiana. Na obra de Brecheret, porém, quatro mulheres choram com Virgem Maria, que tem Cristo desfalecido nos braços.14 As figuras são representadas com corpo torcido e com a síntese formal, que após a estadia na França, tornara-se típica do artista.1Para Mário de Andrade, a obra trazia a ideia fúnebre por sua elegância e simplicidade, contrapondo-se àquelas sentimentais, feitas em mármore, que eram comumente vistas no Cemitério da Consolação, que faziam o gosto da burguesia da época e as quais o modernismo se opunha.14Em sua estada na França recebeu artigos e manifestações de apoio de diversos artistas modernistas brasileiros, entre eles Mário de Andrade, que aconselhou Brecheret a pesquisar os indígenas brasileiros a fim de desenvolver uma escultura única, original e brasileira, uma arte nacionalista.2Brecheret viveu uma segunda fase parisiense. Houve o fim da bolsa do Pensionato Artístico e o escultor parecia ter se afirmado na Escola de Paris e amadurecido em relação à sua arte. Após a crise de 29, o trabalho de Victor viveu um momento de inquietações e buscas. Aproximou-se mais da arte abstrata, com referências a Constantin Brancusi e buscou um efeito maior de vitalidade e emoção nas obras, atentando-se a Henri Laurens e Jacques Lipchitz. Os volumes tornaram-se mais roliços, a simplificação beirava a abstração e as figuras femininas ficaram menos geometrizadas, ganhando sensualidade.1A primeira fase brasileiraNa volta definitiva para o Brasil, Victor começou a se interessar por construir uma iconografia escultória brasileira, envolvendo as três raças. Seu interesse pela arte arcaica grega cresceu e, assim como Maillol  com quem ainda compartilhava ideias , baseou-se nessa arte para fazer um modernismo clássico. Houve uma quebra da rigidez geométrica e o fim da segunda fase parisiense de sua arte. A naturalização das formas, a preponderância dos nus femininos  agora permeados por vitalidade e alegria de viver  e um novo relacionamento entre as obras e espaços maiores e urbanos são marcos dessa nova fase.1Depois do banhoDepois do banho, de Victor BrecheretAtualmente, a obra encontra-se no Largo do Arouche, em São Paulo. A figura feminina retratada é muito próxima do real, apesar da ainda presente simplificação formal de Brecheret, dentro de um sentido arcaico. A obra exemplifica a mudança nesta fase do artista, sem caráter abstratizante ou volumes arredondados e cilíndricos como nas obras feitas na França, ela traz calma e vigor.1A arte indígena de BrecheretNa metade da década de 40, iniciou-se a segunda fase brasileira de Brecheret, de intensa produção religiosa.Os personagens religiosos aproximavam-se de uma arte popular, marcados por uma coesão de elementos  em um núcleo do monumento  e maior agressividade de expressão, obtida pelas incisões na superfície da obra. Em sua pesquisa, aprofundou-se na arte folcórica e religiosa indígena.1 Ele começou a introduzir aspectos das culturas e artes indígenas brasileiras em suas obras.3168 Não havia, porém a busca por uma obra etnográfica, mas sim por uma escultura brasileira por excelência. Suas principais referências ligavam-se aos povos que habitaram a Ilha de Marajó séculos antes.16 Os costumes, tradições e o primitivismo da arte marajoara, eram fundamento para as obras e apareciam, principalmente, no conteúdo formal das mesmas.3 O escultor ítalo-brasileiro se baseou no primitivismo desses povos, que deixaram vários objetos e obras, para criar um estilo novo, antropofágico e tipicamente nacional. Neste período, Brecheret trabalhou muito em terracota, pedra com incisões e bronze.816 Alguns exemplos de obras dessa fase do artista são Maternidade, Três Graças, Bartira, O Índio e a Suaçuapara3  que em 1951 recebeu o primeiro Prêmio de Escultura Nacional da I Bienal de São Paulo.1Além dos temas indígenas, São Francisco também se tornou um tema muito frequente nas obras do artista  que se emocionava com o santo que exaltava a natureza e as criaturas. São realizadas, São Francisco com Bandolin  a primeira , São Francisco e as Pombas, São Francisco com Boizinho, São Francisco com Jumento, entre outros, até a Cabeça de São Francisco, no ano de sua morte. Todos esses encontram-se hoje em coleções particulares, como grande parte das obras desse período,1 que em 2007 foram expostas no Caixa Cultural.16ReferênciasPeccinini, Daisy (2004). Brecheret. A linguagem das formas. São Paulo: Instituto Victor Brecheret Peccinni, Daisy (2011). Brecheret e a escola de Paris. S.l.: FM EDITORIAL Pellegrini, Sandra Brecheret. Brecheret: 60 anos de notícia. S.l.: Melhoramentos Ribeiro, Ana Carolina Fróes (31 de outubro de 2006). Tradição, nacionalismo e modernidade: o monumento Duque de Caxias. doi:10.11606/D.18.2006.tde-16042007-092110 Portale Antenati. Portale Antenati (em italiano). Consultado em 11 de novembro de 2023 A cidade e a festa: Brecheret e o IV Centenário de São Paulo, tese de doutorado de Irene Barbosa de Moura, PUCSP. A cidade e a festa: Brecheret e o IV Centenário de São Paulo, tese de doutorado de Irene Barbosa de Moura, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Cultural, Instituto Itaú. Victor Brecheret | Enciclopédia Itaú Cultural. Enciclopédia Itaú Cultural Moura, Irene Barbosa de (2011). O monumento e a cidade. A obra de Brecheret na dinâmica urbana. Cordis: Revista Eletrônica de História Social da Cidade. 0 (6). ISSN 2176-4174 Almeida, Rosana Garcete Miranda Fernandes de (15 de setembro de 2015). A morte no cinzel de Victor Brecheret: Musa Impassível. doi:10.11606/D.93.2016.tde-27012016-125937 10 obras de nosso acervo espalhadas pelo CCSP. Centro Cultural São Paulo. 11 de maio de 2018 Victor Brecheret - "Bailarina". Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 9 de janeiro de 2023 Câmara tem escultura de Victor Brecheret. Victor Brecheret. Consultado em 9 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2018 Borges, Maria Elizia (1997). Arte funerária: apropriação da Pietà pelos marmoristas e escultores contemporâneos. Estudos Ibero-Americanos Onde fica a obra 'O Sepultamento', de Victor Brecheret. VEJA SÃO PAULO Brecheret, Maria Aparecida Silva (Org.) (2007). A arte indígena de Victor Brecheret. S.l.: Caixa Cultural

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